Férias escolares e volta às aulas

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O período de férias escolares muitas vezes é encarado pelas famílias como um momento desafiante, no qual tentam conciliar o trabalho, os cuidados com a criança e atividades de lazer e descanso para a família toda. Algumas famílias não conseguem fazer o período de férias do trabalho coincidir com o período de férias da escola, especialmente pelo fato da criança ter férias duas vezes por ano, enquanto os adultos têm apenas 30 dias.

Para a criança essa quebra na rotina é bastante necessária e benéfica. Além dela precisar do descanso dos conteúdos e dos projetos curriculares, o tempo longe da sala de aula é fundamenta para que tudo que foi aprendido na escola no decorrer daquele semestre seja acomodado.

Para lidar com tudo sem tanto malabarismo precisamos ser criativos, seguem algumas dicas do que fazer:

  • Inscreva seu filho no curso de férias da escola que ele frequenta – assim ele brinca na escola durante a semana com os amigos em um ambiente seguro e familiar, dispensando adaptação e liberando os dias da semana dos cuidados com a criança.
  • Planeje seu final de semana – viaje para destinos próximos ou faça programas culturais na cidade onde mora, visite pontos turísticos, o centro da cidade, parques e vá passear em lugares que não costuma ir normalmente.
  • Faça do trajeto um passeio – leve a criança para os lugares usando meios de transporte que ela não usa normalmente. Vá a pé, de carro, de ônibus, metrô, bicicleta e encoraje a criança a aproveitar o caminho observando o trajeto e comparando com as outras formas de chegar a esses lugares que ela já usou
  • Faça uma rotina diferente durante a semana promovendo noites especiais em família – após as atividades de férias na escola organize atividades noturnas uma sessão de filme com pipoca ou planeje brincadeiras simples como jogos de tabuleiro
  • Faça refeições temáticas – noite italiana com pizza, noite árabe com salgados e pastas árabes, noite mexicana com tacos e nachos
  • Mande a criança para casa dos tios ou avós – dividir com a família os cuidados com a criança faz com que fique mais leve para todos além de ser um momento de aproximação familiar bastante importante

Quando esse período termina, chega o momento de retomar a rotina, para a criança pequena da Educação Infantil muitas vezes esse retorno é acompanhado de protesto e lágrimas. As crianças do Ensino Fundamental costumam reagir de forma mais madura, porém mesmo assim muitas vezes mostram-se resistentes em voltar à escola.

O desafio neste momento passa a ser outro; como restaurar a rotina que tanto nos esforçamos para quebrar?

E novamente os pais precisam se desdobrar para que a transição seja tranquila e que a rotina se reestabeleça, confira algumas dicas para facilitar a volta às aulas:

  • Mantenha o assunto em pauta – fale sobre os colegas de classe, professores, sobre a escola em si, sempre lembrando os aspectos positivos e momentos de prazer, mas sem supervalorizar o assunto
  • Evite gerar ansiedade na criança – converse sobre o retorno à escola como algo natural sem muitas expectativas, não é necessária uma grande preparação para isso, é só uma retomada
  • Mantenha a criança perto da escola – inscrever a criança no curso de férias pode ajudar, pois apesar das atividades realizadas promoverem uma quebra na rotina o vínculo com as pessoas e com o espaço se mantém, fazendo com que a retomada da rotina em sala de aula seja tranquila pois ir para a escola não deixou de fazer parte do dia-a-dia da criança
  • Passe na frente da escola com a criança – com crianças pequenas, sempre que possível, passe perto da escola no caminho de outros passeios e encoraje a criança a “dizer oi” ou acenar para a escola, os pequenos se divertem com isso e costumam reagir de forma mais positiva quando retornam
  • Acolha e respeite o sentimento que a criança manifesta sem sentir pena dela – assim como ela se acostumou a ficar em casa, logo ela se acostumará novamente a ficar longe de casa, sentir pena dificulta o processo de fazer a criança sentir que está tudo bem
  • Tranquilize a criança caso ela se mostre insegura ou com medo – sentir medo ou demonstrar contrariedade para ir para a escola nessa hora é esperado. Os pais podem ajudá-la a passar por isso tranquilizando e lembrando a criança de que a escola é um espaço seguro e que não há nada na escola que ela ainda não conheça (no caso de a criança voltar para mesma escola)
  • Mantenha a comunicação com a escola aberta – saber como a criança ficou do outro lado do portão ajuda os pais a se sentirem seguros e a transmitirem essa segurança para a criança

Como todas as tarefas associadas à criação dos filhos, estas também exigem empenho e força de vontade dos pais em meio ao dia-a-dia atribulado da vida urbana. Mas certamente a dedicação de energia para estes momentos faz com que a família toda se beneficie deste período riquíssimo que é o período de férias escolar!

 

Texto Equipe My School

 

 

 

EXISTE UMA IDADE CERTA PARA COMEÇAR O ESTUDO BILÍNGUE?

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A dúvida sobre quando inserir a criança no ensino da segunda língua permeia a cabeça de muitas famílias. Ao fazer uma pesquisa na internet, você provavelmente encontrará diversas opiniões, tanto a favor quanto contra.

No entanto, há muito tempo a ciência estuda o nosso comportamento e o desenvolvimento do corpo humano, chegando à conclusão que cada fase do indivíduo é marcada por diversos aprendizados e mudanças, e em cada uma delas há uma característica a ser trabalhada.

Pesquisas mostram que na primeira infância é o momento que o indivíduo possui maior facilidade de absorção e aprendizado. Porém, em todas as idades o aprendizado pode ser possível.

Até 3 anos de idade

Nessa fase, o processo de ensino da segunda língua se dará por meio da memorização. Por ainda não conseguirem se comunicar oralmente com exatidão, as aulas geralmente envolvem atividades lúdicas, que estimulam o desenvolvimento de outras habilidades usando a língua estrangeira.

Entre 4 e 6 anos

A criança está consolidando seu sistema cognitivo e está se preparando para atividades mais elaboradas, como o aprendizado da gramática inglesa. Por isso, os educadores ainda utilizam estratégias lúdicas, jogos um pouco mais estruturados, tudo para significar o aprendizado.

De modo geral, são nos primeiros 6 anos de vida que seu filho terá a capacidade cognitiva de aprender dois idiomas como se fossem apenas um, o que é muito importante para a naturalidade nas línguas estrangeiras.

A partir de 7 anos

Com a capacidade de expressão oral e até de desempenhar a leitura, as crianças a partir de 7 anos já podem ser inseridas nos processos usuais do ensino do inglês.

Para despertar o interesse no processo de ensino-aprendizagem, os educadores utilizam uma grande variedade de estratégias e recursos disponíveis para desenvolvimento das competências de leitura, escrita, audição e fala em língua estrangeira.

Por fim, é importante que os pais se recordem de que o aprendizado só é eficaz quando a criança cria significado e assimila aquela atividade como algo divertido, prazeroso e importante.

O importante papel da instituição

No que se refere à instituição de ensino, a escolha deve ser criteriosa. Não basta que as aulas de inglês estejam presentes no currículo escolar oferecido. É necessário avaliar critérios, como a metodologia de ensino e a capacitação dos educadores.

Uma das alternativas que vem conquistando as famílias brasileiras é a modalidade de escolas bilíngues. A proposta delas é provocar uma imersão no ensino do segundo idioma, a partir da Educação Infantil.

Perceba que não existe idade mínima ou certa para começar o ensino do inglês e que, quanto mais cedo as crianças entrarem em contato com o idioma, mais facilidade terão para aprendê-lo.

 

Texto Equipe Colégio Bis

 

Sobre o uso e ensino de tecnologias nas escolas

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Na década de 90 foram instituídas as primeiras aulas de computação nas escolas brasileiras, em que os alunos aprendiam noções básicas do uso do computador. Naquela época as escolas pioneiras montavam grandes salas com um computador para cada aluno ou cada dupla de trabalho. Com o rápido avanço tecnológico, logo essas aulas tornaram-se obsoletas e a sala repleta de computadores deixou de ser interessante.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia se desenvolve e facilita a vida das pessoas, permitindo fácil acesso à informação, aumentam os riscos resultantes da exposição precoce e excessiva a esses recursos. Estudos recentes apontam o aumento da incidência de depressão em jovens que fazem o uso frequente de mídias sociais. Casos de dependência de internet são cada vez mais frequentes; tão frequentes que no Hospital das Clínicas de São Paulo, no ambulatório para o tratamento de dependentes, há profissionais especializados neste tipo de dependência. Além disso, estatísticas mostram que crianças que têm livre acesso à internet têm seu primeiro contato com pornografia por volta dos cinco anos de idade.

Neste contexto, junto com o surgimento de novos recursos como tablets e lousas digitais, as escolas tentam rapidamente se adaptar e acompanhar as mudanças levando esses recursos para a sala de aula. Há também escolas que investem largamente em adotar o uso de ferramentas tecnológicas de gestão do conteúdo e adotam o ensino de tecnologia de ponta, permitindo que os alunos sejam criadores e não apenas usuários de tais ferramentas.

Porém é evidente que os jovens não necessitam de aulas e tão pouco de professores para aprender a usar tais ferramentas em seu cotidiano, e ao mesmo tempo, usar tais recursos em sala de aula como meros substitutos dos livros didáticos parece não ser suficiente. Então, ficam colocadas as perguntas: o que mais cabe à escola nesta área? Como a escola pode ajudar na prevenção dos malefícios trazidos pela exposição excessiva e/ou precoce à tecnologia?

O uso da tecnologia nas escolas não deve se restringir ao simples uso de gadgets e ferramentas tecnológicas sem nenhuma reflexão, mas também não é papel da escola básica ormar especialistas em tecnologia. O uso desses recursos já faz parte da vida do aluno fora do contexto escolar, e é ingenuidade pensar que é necessário que o aluno aprenda a usar a tecnologia na escola. A resposta é mais simples do que parece; o primeiro desafio da escola não é incluir o uso dessas tecnologias no dia a dia do aluno, mas sim ajudar o aluno na reflexão sobre o uso tecnológico e o desenvolvimento do pensamento crítico acerca do assunto.

Cabe à escola também conscientizar os pais sobre seu papel no acompanhamento, supervisão e até na restrição ao acesso da internet e de aparelhos tecnológicos de acordo com a idade da criança, maturidade e necessidade de uso de tais ferramentas.

Mais importante do que tentar ensinar ao aluno como usar os recursos tecnológicos atuais é o papel do professor ao promover reflexões que levam o aluno a entender a origem da tecnologia atual. Saber que a tecnologia está ligada aos acontecimentos mais remotos que remetem ao uso das primeiras ferramentas desenvolvidas pelo homem, como a primeira calculadora de algoritmo criada em 1642, é um importante passo para entender a evolução tecnológica.

A partir dessas reflexões o aluno é capaz de usar tais recursos entendendo sua função na sociedade. Entrar em contato com a tecnologia a partir desta perspectiva também permite que o aluno se adapte às novas ferramentas que surgirão, e até participe da criação de tais ferramentas. A escola deve atuar como mediadora na construção do conhecimento a respeito da trajetória humana, associando a reflexões sobre o uso consciente dos recursos tecnológicos atuais. Essa abordagem torna-se fundamental para que os jovens usem a tecnologia a serviço de suas necessidades e não se tornem meros usuários inconscientes.

 

Texto Equipe My School

Educação Socioemocional

Alunos do 6o e 7o ano em uma das atividades do tema “cooperation”

Habilidade socioemocinal é um termo relativamente novo, mas que se torna cada vez mais frequente quando pensamos sobre educação. O que ele quer dizer? Educação sociemocional é a promoção e incentivo do desenvolvimento da capacidade de utilizar habilidades que permitam aos alunos (ou qualquer outra pessoa) integrar conhecimentos, atitudes e comportamentos para resolução de problemas.

A escola sempre valorizou o desenvolvimento das habilidades que hoje chamamos de socioemocionais, então o que mudou? O mundo mudou, os alunos mudaram e a responsabilidade das escolas na transformação de uma criança em um jovem que faça parte do mundo contemporâneo e seus desafios inclui a necessidade de preparar jovens emocionalmente saudáveis. Ou seja, é função da escola (entretanto não exclusiva desta instituição) promover autoconhecimento, auto regulação, consciência social, relações significativas e apoio a tomada de decisões responsáveis em conjunto com toda a equipe escolar e, principalmente, com os alunos.

Sabemos que é uma demanda latente a atenção a questões para além da sala de aula; alunos com dificuldade em aprender por questões emocionais, ou até o desgaste que envolve frequentar a escola por demandas comportamentais como é o caso do bullying, além de problemas que atingem aos jovens no período escolar, como o uso de drogas e a gravidez indesejada. Pesquisas internacionais¹ demonstram como o investimento em SEL (Social and emotional learning) apresenta resultados no aumento de comportamentos positivos, diminuição de estresse emocional e melhora no desenvolvimento acadêmico.

Na escola de ensino infantil e fundamental em que atuo, iniciamos de forma mais consistente o Projeto Sociemocional no início no segundo semestre de 2017. Trabalhamos um tema por semestre, com a participação de toda a comunidade escolar para o desenvolvimento desta habilidade tendo como horizonte o desenvolvimento global dos alunos. Na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental I, a vivência acontece de forma transversal, a habilidade socioemocional é trabalhada inserida nos conteúdos pedagógicos e, atualmente, no ensino fundamental II, além do tema dialogar com diversas matérias, o projeto de inglês é executado com foco socioemocional.

Já é possível notar os resultados pelos corredores da escola. Os alunos não têm dúvidas que toda a comunidade escolar está atenta e disponível para auxiliar de diferentes formas no seu crescimento, os professores relatam mudanças em comportamentos na sala de aula e é possível observar o engajamento dos alunos no projeto sociemocional extrapolando as paredes da escola.

 

Carolina dos Santos Lemos,  Psicóloga do Colégio Brasil Canadá

BENEFÍCIOS DE ESTIMULAR A AUTONOMIA NA INFÂNCIA

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Muitas vezes consideramos as crianças tão pequenas e frágeis e esquecemos de avaliar o fato de que elas possam realizar suas próprias tarefas. Seria possível elas terem autonomia desde cedo?

Um estudo realizado na Universidade de Montreal com 78 mães e filhos mostrou que, quando a autonomia é dada às crianças, há um impacto positivo na função executiva – um dos pilares do desenvolvimento cognitivo.

É importante ressaltar que essa função engloba a memória de trabalho, o raciocínio, a capacidade de resolução de problemas e a flexibilidade de tarefas, além da capacidade de planejamento e execução de atividades. Além disso, a autonomia infantil representa uma condição imprescindível para a construção da personalidade da criança, permitindo que, futuramente, ela possa resolver conflitos de forma crítica e assertiva.

A autonomia não está somente relacionada à habilidade de fazer as coisas por si, mas também está diretamente ligada ao desenvolvimento da consciência moral, o que possibilita que façam suas próprias escolhas, tomem decisões e busquem seus sonhos e desejos.

AUTONOMIA EM CASA

Dependendo da idade da criança, a mudança de alguns hábitos é interessante para que ela comece a ter mais liberdade em sua rotina. Muitos pais, na ânsia de cuidar e de proteger seus filhos, acabam não permitindo que a criança desenvolva sua própria autonomia no dia a dia.

A partir de dois anos é possível ensinar a criança a se alimentar sozinha, a pedir água quando sentir sede ou a ir ao banheiro quando tiver vontade.

O estímulo de proporcionar a autonomia em casa ajudará a criança a se adaptar mais rapidamente quando ingressar na escola, pois ela já saberá como guiar as suas próprias necessidades sem que um adulto precise estar a todo o momento presente. Claro que nessa faixa etária a presença dos educadores e pais enquanto a criança come, bebe ou vai ao banheiro, por exemplo, é importantíssima, já que elas precisam ser supervisionadas para que fiquem em total segurança.

REGRAS E HÁBITOS

De acordo com o estudo do cientista suíço Jean Piaget, a criança tem um raciocínio diferente do dos adultos, principalmente no que diz respeito à inserção de regras, valores e símbolos. Essa internalização acontece de forma gradual até que ela consiga alcançar a maturidade psicológica.

Segundo Piaget, nos primeiros anos de vida as crianças conferem legitimidade às regras e valores determinados pelos adultos, já que elas mantêm vínculos afetivos com eles, especialmente pais e educadores. Nesse sentido, somente quando a criança domina a chamada “moral autônoma” é que ela conquistou a maturidade necessária para compartilhar regras e discuti-las com as outras pessoas.

Por isso, durante toda a Educação Infantil é importante encorajar o aluno a realizar pequenas ações individuais e estimulá-lo a se socializar com os colegas. É muito importante explicar todas as ações de cuidado e valorizar quando a criança expuser suas preferências.

CONSCIENTIZAÇÃO COMO CIDADÃOS

Com o passar dos anos, as crianças vão aprimorando cada vez mais a autonomia, principalmente sobre a capacidade de fazer escolhas. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, “o exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a infância, quando se oferecem às crianças oportunidades de escolha e de autogoverno”.

Diante dessa realidade, pais e educadores que centralizam as decisões estão, na verdade, impedindo que a criança desenvolva aprendizagens relacionadas à identidade e à autonomia.

Para a terapeuta ocupacional Lara de Paula Eduardo, em entrevista ao portal Educar para Crescer, “estimular uma criança a fazer suas próprias escolhas é diferente de deixá-la mandar”, explica a especialista. Por isso, vale aplicar atividades, tais como a organização da sala de aula ou dos brinquedos, além de oferecer a cada criança uma diferente função.

Dessa forma, é possível proporcionar momentos importantes para o desenvolvimento da autonomia e da socialização e despertar nas crianças a consciência de que todos nós temos que exercer o nosso papel de cidadãos na sociedade, começando em casa e na escola.

Texto Equipe Colégio Bis

Brincadeira é coisa séria

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Quando pensamos em uma escola voltada para a infância, o brincar aparece como questão fundamental para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ao brincar, as crianças transitam por diversas linguagens, experiências e produções, olhando para o mundo e interagindo com ele. Sendo assim, quais olhares a escola e as famílias podem ter sobre os espaços e momentos de brincadeira na escola?

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Primeiro, olhemos para o percurso dos meninos e meninas ao longo da vida escolar: enquanto na educação infantil, de maneira geral, as vivências lúdicas estão garantidas, é comum que a partir do Ensino Fundamental haja cada vez menos espaço para o brincar, em prol de uma organização do currículo e da rotina focada nos conteúdos e procedimentos. Nesse linha do tempo, o tempo para brincar é reduzido de maneira significativa.

Esse processo, comum no sistema educacional de maneira geral, revela algumas concepções que podemos destacar:

  • brincar não é importante para a criança;
  • a criança não aprende enquanto brinca;
  • brincar é só uma forma de passar o tempo;

Na nossa visão, nenhuma dessas concepções está correta. Há muita aprendizagem e crescimento nas brincadeiras, nas quais a criança:

  • exercita a escolha e a tomada de decisão;
  • desenvolve a criatividade e a imaginação;
  • lida com diferentes sentimentos como medo, frustração, raiva, alegria, euforia e tristeza;
  • tem a possibilidade de ocupar diferentes papéis dentro do grupo, entre outras experiências formativas.

Esse olhar para a infância e para o brincar tem que, obrigatoriamente, ser compartilhado pelos educadores da escola. A crença na potência da brincadeira no processo de desenvolvimento do indivíduo autônomo deve ser um dos pilares do cotidiano e da sala de aula. Isso significa pensar no brincar como linguagem e como olhar para o mundo ao redor; e, ainda, no brincar como meio de aprender muitas coisas, algumas que muitas vezes os adultos mal imaginam.

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Mindful School

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Para que sejam felizes e tenham sucesso em suas vidas, nossas crianças e jovens precisam de diversas habilidades que vão além do excelente conteúdo acadêmico. Precisamos oferecer às nossas crianças e jovens habilidades que podem ajudá-las a lidar com os desafios atuais: distrações tecnológicas, dificuldade com regulagem emocional, stress e ansiedade, falta de atenção e concentração.

Mindfulness (ou atenção plena) é uma capacidade humana inerente que permite às pessoas focarem no que estão experienciando no momento, dentro delas e no seu entorno, com uma atitude de abertura, curiosidade e sem julgamentos. Parece simples, mas estar consciente e atento requer um treino da mente que pode ser desenvolvido através de diversos exercícios práticos e atitudes cotidianas adequados à cada faixa etária.

Os estudos realizados nas escolas participantes demonstram benefícios para os alunos como:

  • Melhor foco e concentração
  • Maior sentimento de calma
  • Redução de stress e ansiedade
  • Melhor controle de impulsos
  • Autoconhecimento
  • Respostas adequadas a emoções difíceis
  • Maior empatia e compreensão do outro
  • Desenvolvimento de habilidades naturais para resolução de conflitos.

Já para os professores, os benefícios alcançados incluem a melhora da eficácia no ensino, habilidade de lidar com o comportamento da classe e manter relacionamentos de apoio com os alunos.

Assim sendo, mindfulness é uma fundação para a educação, oferecendo ótimas condições para o ensino e aprendizado, suportando todas as abordagens pedagógicas. Certamente estas habilidades vão ajudar nossos alunos a terem uma melhor performance escolar e bem-estar, mas também serão úteis em todas as fases da sua vida, abrindo espaço para maior criatividade e inteligência emocional.

Mindfulness é uma capacidade inata que é explorada, desenvolvida e aprofundada por meio da prática. Ela inclui o cultivo, do mesmo modo que plantamos e regamos sementes, e o mesmo cuidado que temos com elas quando lançam sua primeira raiz e crescem no nosso coração, florescendo e, depois, frutificando de maneiras criativas, interessantes e úteis. Tudo começa com a atenção e com o estar no presente. Quando a chamada é lida a cada dia, na sala de aula, as crianças respondem “presente”. Algumas vezes é apenas o corpo que está presente ali. Mindulness tem a ver com aprender a estar completamente presente.

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Texto: Marina Neumann e Fernanda Nyari, Gestora e Diretora da Kinder Kampus Educação Bilíngue

CINCO FERRAMENTAS BÁSICAS DE DISCIPLINA POSITIVA PARA A SALA DE AULA

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Texto por Bete P. Rodrigues, Consultora de pais e educadores da Kindy Escola Americana

Este artigo apresenta apenas 5 ferramentas da Disciplina Positiva para auxiliar o educador no seu complexo papel no gerenciamento de sala de aula respeitoso. Essas ferramentas podem ser utilizadas nos mais diversos contextos de trabalho (diferentes tipos de escola, segmentos ou áreas do conhecimento). Tal como acontece com qualquer caixa de ferramentas, nenhuma ferramenta funciona em todos os contextos, por isso a importância de se ter uma variedade para escolher. Eu considero essas as mais básicas dentre as dezenas de opções existentes:

1.CONEXÃO
Esse é um critério tão importante para a Disciplina Positiva que é um dos 5 critérios básicos! A percepção das crianças de que seus professores se importam com elas é crucial para desenvolverem um senso de pertencimento e importância, um senso de conexão. Estamos falando de olho no olho, de aprender e usar os nomes de cada aluno, de sorrir e recebê-los na porta, entre tantas outras formas de demonstrar que você se importa!

2.ENSINAR HABILIDADES DE VIDA
Além do conteúdo acadêmico, o educador que utiliza a abordagem da Disciplina Positiva ensina todas as habilidades de vida que pode na sala de aula: cooperação, habilidade de resolução de problemas, respeito mútuo, responsabilidade, habilidades de comunicação respeitosas… Existem inúmeras estratégias e dicas específicas no livro Disciplina Positiva em sala de aula (Nelsen, Lott and Glenn- Ed. Manole), mas resumidamente estamos falando de aproveitar cada comportamento desafiador na sala de aula como oportunidade para modelar e ensinar as habilidades sócioemocionais que você puder. Na dúvida, seja empático e use de gentileza e firmeza ao mesmo tempo.

3.OFERECER ESCOLHAS LIMITADAS
Para desenvolver a habilidade de resolução de problemas, por exemplo, podemos oferecer escolhas limitadas aos nossos alunos. Muitos problemas difíceis parecem mais fáceis de resolver quando as escolhas são apresentadas como soluções. Como professor, você pode oferecer duas opções, aceitáveis e adequadas. Você não vai dar a opção do seu aluno fazer ou não a tarefa (não é aceitával ou adequado não fazer a tarefa), mas você pode dar a opção dele fazer sozinho ou com a ajuda de um colega. Você professor escolhe as estratégias, mas pode perguntar a turma se eles preferem fazer tal atividade antes ou depois do recreio, por exemplo. Como eles se sentirão podendo escolher? Conectados, importantes e pertencentes.

4.FAZER COMBINADOS DA SALA DE AULA COLABORATIVAMENTE
Em um modelo tradicional, os professores definem as regras da sala de aula e aos alunos cabe a função de seguir essas regras. Quando elas não são seguidas, há algum tipo de punição: bilhete para casa, perder o recreio, advertência etc. Em modelos permissivos de educação, acredita-se que não há necessidade de regras (“elas podem limitar a criatividade e liberdade das crianças”). Na abordagem da Disciplina Positiva, acredita-se que os combinados ou regras de uma sala de aula devem ser definidos em conjunto: alunos e professor elencando e decidindo que opções são respeitosas e adequadas para todos. Os alunos tendem a seguir com muito mais vontade as regras que foram acordadas pelo grupo. E, sendo realmente respeitosas, funcionam como diretrizes para a harmonia na sala de aula.

5.FALAR MENOS E PERGUNTAR MAIS
Nós professores falamos demais. E depois reclamamos que os alunos ouvem de menos. A Disciplina Positiva nos ajuda a refletir sobre o que realmente ensinamos aos nossos alunos com tanto “blá, blá, blá” ineficaz. Em vez de falarmos o que aconteceu, como aconteceu, porque aconteceu, como devemos nos sentir pelo que aconteceu e como resolver os problemas, aprendemos a usar as perguntas curiosas. Quando você diz em vez de perguntar, você desencoraja os alunos a desenvolver suas habilidades de julgamento: pensar nas consequências e responsabilidade de cada escolha. Perguntar promove reflexão e convida colaboração. Falar ou mandar é desrespeitoso e provoca resistência. Dizer em vez de perguntar também ensina os alunos o que pensar, em vez de como pensar, o que pode ser muito perigoso, afinal eles só serão adultos críticos e colaborativos depois de aprenderem a pensar, resolver problemas e tomar decisões.

Bete P. Rodrigues é mãe há 20 anos e professora há mais de 30 anos. Formada em Letras (PUC- SP), tem mestrado em Linguística Aplicada (LAEL- PUC/ SP), e atualmente é palestrante, coach para pais, consultora em educação e professora do curso “Formação de Professores de Inglês para crianças e adolescentes” na COGEAE- PUC/SP. Tem larga experiência como professora, coordenadora e diretora pedagógica em diferentes contextos (escolas de línguas, escolas particulares e públicas, ONGs). É Trainer em Disciplina Positiva certificada pela Positive Discipline Association, administradora da página Disciplina Positiva Brasil no Facebook e co-tradutora dos livros Disciplina Positiva e Disciplina Positiva em sala de aula pela Ed. Manole.

POR QUE OS CONFLITOS SÃO TÃO IMPORTANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL?

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Texto por Carla Freitas, Coordenadora pedagógica do ensino fundamental na My School Educação Bilíngue

O ingresso no Ensino Fundamental é marcado por muitas mudanças na vida de uma criança. Até os cinco anos, ela passou por fases importantíssimas, aprendeu a andar, falar, brincar, imaginar, etc. A partir daí a nova jornada também será cheia de descobertas e aprendizado, e não quer dizer que será fácil!

Normalmente, a criança de seis anos já tem autonomia para fazer uma lista enorme de coisas sem ajuda de um adulto e precisa ser incentivada. Alguns exemplos disso são: se vestir, calçar e amarrar os sapatos, se alimentar, ir ao banheiro e cuidar da própria higiene de maneira razoável.

Quando confiamos à criança tarefas que ela tem condição e maturidade para fazer, ela se sente motivada e capaz. Além disso, ela se vê cada vez mais responsável por si e pelas suas ações, o que a leva a se interessar pelo mundo e buscar novos desafios.

Nessa nova fase da vida da criança, seu pensamento é mais elaborado. Ela passa a questionar mais o que acontece ao seu redor e a refletir sobre como se relaciona com os outros. Sua motivação para aprender, se engajar em novos projetos e enfrentar situações está diretamente ligada ao modo como se sente: se a criança não consegue resolver algo que a incomoda ou entristece, ela terá seu desempenho comprometido em toda e qualquer atividade, brincadeira ou interação social.

É por isso que os conflitos são tão importantes no processo de ensino-aprendizagem!

É através de desafios e conflitos que a criança tem a chance de sair de um estado de comodidade ou aceitação e entrar em um estado de incômodo ou incerteza. Só então ela fará algo para mudar o cenário atual, o que envolve desenvolver inúmeras habilidades como, por exemplo, criar ferramentas para lidar com variadas situações.

Outras habilidades como ouvir, dialogar, refletir sobre seus atos, responsabilizar-se por suas ações e tomar decisões individuais e em grupo também são imprescindíveis nesse processo, sem esquecer a busca pelo equilíbrio e o respeito em relação às diferenças e às necessidades dos outros.

Ao se envolver em um conflito, por exemplo, a criança tem a chance de pensar e testar soluções que respeitem os envolvidos e, assim, não só aumentar seu repertório de ações, mas também protagonizar as resoluções.

Telma Vinha diz que os conflitos fazem parte da realidade social e servem como gancho para a formação de seres humanos mais preparados para a vida. Diz que a discordância é necessária. É o que nos move. Precisamos ir às causas dos conflitos, e a solução tem de representar princípios de justiça. Os conflitos são naturais na relação educativa e pertencem aos envolvidos. O adulto deve agir como um mediador incentivando as crianças a falarem sobre seus sentimentos e atos.

Os conflitos são oportunidades para trabalharmos valores e regras, explicando que eles são entendidos como momentos presentes no cotidiano, os quais nos possibilitam perceber o que os alunos precisam aprender (Vinha, 2007).

Atitudes como empatia, compreensão, saber escutar, incluir o colega nas brincadeiras, ajudar e pedir ajuda também colaboram para criar um ambiente positivo e saudável.

É pela cooperação, e não pela coerção, que um indivíduo liberta-se de seu egocentrismo e tem a oportunidade de desenvolver a capacidade de compreender o outro como seu igual (Piaget,1998).

Os alunos devem aprender a raciocinar sobre problemáticas que surgem das relações interpessoais a fim de que se tornem sujeitos capazes de lidar com as emoções associadas a ela: se um indivíduo deixa-se levar pelas emoções e pelos impulsos sem nenhuma reflexão prévia, será conduzido a respostas primitivas como agredir, inibir-se para agir ou esconder-se no ressentimento (MORENO; SASTRE, 2002).

A criança que cria hipóteses e busca possíveis respostas para qualquer tipo de situação ou problema aprende a pensar, aprende a solucionar, aprende a se preparar para a vida.

REFERÊNCIAS E TEXTOS RELACIONADOS

BIAGGIO, A. M. Lawrence Kohlberg: ética da educação moral. São Paulo: Moderna, 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais (PCN): introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p.

CARITA, A. Conflito, justiça e cidadania. Aná. Psicológica [online], v.22, n.1, p.259-267, 2004.

LEME, M. I. Resolução de conflitos interpessoais: interações entre cognição e afetividade na cultura. Psicol Reflex Crit, v.17, n.3, p.367-380, 2004.

MORENO, M.; SASTRE, G. A aprendizagem emocional e a resolução de conflitos. In: Resolução de conflitos e aprendizagem: gênero e transversalidade. São Paulo: Moderna, 2002.

PIAGET, J. (1932). O juízo moral na criança. São Paulo: Summus, 1994.

VIDIGAL, S. M.; VICENTIN, V. F. O processo de resolução de conflitos entre crianças e adolescentes. In: TOGNETTA, L. R.; VINHA, T. P. É possível superar a violência na escola?: caminhos possíveis pela formação moral. São Paulo: Editora do Brasil, 2012.

A Ludicidade no Processo de Alfabetização e Letramento

ALFELETRA

A alfabetização é um aprendizado de suma importância para o ser humano, pois consiste na instrução e no apoderamento do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. A prática deste ensino se dá regularmente na educação infantil. Já se tratando de um cenário bilíngue, a alfabetização e o letramento ocorrem em dois idiomas e de forma simultânea.
É imprescindível que o professor saiba relacionar e trabalhar a alfabetização e o letramento de forma única, dando o devido significado das letras e palavras para os alunos, já que muitas falhas no processo de alfabetização e letramento ocorrem pela não associação entre esses dois processos.

O ser humano está incluso em um meio letrado. As letras aparecem em jornais, revistas, livros, placas, etc. O professor não pode ficar alheio a isso e apenas ensinar as letras e palavras soltas, elas devem ter significado para o aluno.

Dissociar alfabetização e letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização – e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento (SOARES, 2004, p.14)

A alfabetização é o processo de aprender e conhecer as letras e palavras. Já o letramento refere-se a apropriação do significado dessas palavras e na inserção do aluno na sociedade letrada em que vive.

Não são processos independentes, mas interdependentes, e indissociáveis: a alfabetização desenvolve-se no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só se pode desenvolver no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema–grafema, isto é, em dependência da alfabetização (SOARES, 2004, p. 14).

Isso implica em dizer que a alfabetização e o letramento caminham juntos e, portanto devem ser trabalhados em conjunto.

O educador que visa o sucesso deste processo conjunto não pode deixar de utilizar variados recursos para atingir os seus objetivos de forma plena e isto inclui o uso de ferramentas e estratégias de aprendizado lúdico.

A ludicidade pode ser utilizada como forma de sondar, introduzir ou reforçar o aprendizado, levando o aluno a sentir a satisfação em aprender as letras. O lúdico é uma ponte para auxiliar na melhoria dos resultados que os professores querem alcançar, compreendendo o universo da criança e utilizando o que lhe permeia para atingir uma aprendizagem mais eficaz e significativa.

Segundo Bampi (2014) as brincadeiras são uma forma da criança desenvolver a criatividade através do faz-de-conta e trabalhar o que tem de mais sério, de mais necessário, de mais vital: o crescimento e o desenvolvimento da e para a vida.

Aprender brincando causa bem-estar e alegria. É ato de criação de memória positiva e estimulos construtivos e edificantes para o ser humano. É criar um relacionamento cordial e estreito com a leitura e a escrita. Atividades como varal das letras, dados silábicos, soletrando, amarelinha e jogo da memória fonético são apenas algumas das opções que o educador por utilizar em sala de aula.

O ato de brincar estimula a criança a pensar e isso faz com ela se envolva com o seu processo de aprendizagem. É por meio dessa ação que ela desenvolve seu raciocínio lógico, suas habilidades, seus pensamentos e criatividade. Além disso, também usa o brincar para se comunicar, se entender e se desenvolver.

O lúdico pode ajudar muito na hora da alfabetização e do letramento no momento em que o professor conseguir integrar a brincadeira ao aprendizado.

Texto por: Flavia Maria da Silva Arcanjo Coordenadora de Línguas da Kindy Escola Americana

REFERÊNCIAS

_________. Pró-Letramento : Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental : alfabetização e linguagem . – ed. rev. e ampl. incluindo SAEB/Prova Brasil matriz de referência/ Secretaria de Educação Básica – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. 364 p. Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6002-fasciculo-port&category_slug=julho-2010-pdf&Itemid=30192
Data de acesso em 17/03/17 às 17h00.

BAMPI, Amélia. O Direito de Brincar, Fundação Abrinq, 26 de maio de 2014. Disponível em https://fundacaoabrinq.wordpress.com/2014/05/26/o-direito-de-brincar/. Data de acesso em 17/03/17 às 14h05.

SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas, Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf. Data de acesso em 17/03/17 às 16h00.