Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?

Iluminação, acústica, disposição dos móveis, cores, organização espacial… o que tudo isso tem a ver com educação? O super bem-sucedido sistema educacional da Finlândia, por exemplo, possui o mantra: “uma arquitetura melhor contribui para uma melhor experiência escolar”. Nos últimos anos, o termo classroom design tem ganhado força apoiado por pesquisas que mostram o impacto significativo que o espaço de aula exerce sobre o progresso acadêmico das crianças. Continuar lendo “Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?”

O que é mindfulness e o que ele tem a ver com as crianças?

Em fevereiro deste ano, o governo britânico anunciou a implementação de um amplo estudo sobre o bem-estar de estudantes a partir da prática do mindfulness, que passa a integrar o currículo de pelo menos 370 instituições de ensino. O objetivo desta iniciativa é reduzir os níveis de estresse e ajudar crianças e adolescentes a lidar com sentimentos e desafios. Continuar lendo “O que é mindfulness e o que ele tem a ver com as crianças?”

Férias escolares e volta às aulas

O período de férias escolares muitas vezes é encarado pelas famílias como um momento desafiante, no qual tentam conciliar o trabalho, os cuidados com a criança e atividades de lazer e descanso para a família toda. Algumas famílias não conseguem fazer o período de férias do trabalho coincidir com o período de férias da escola, especialmente pelo fato da criança ter férias duas vezes por ano, enquanto os adultos têm apenas 30 dias. Continuar lendo “Férias escolares e volta às aulas”

EXISTE UMA IDADE CERTA PARA COMEÇAR O ESTUDO BILÍNGUE?

A dúvida sobre quando inserir a criança no ensino da segunda língua permeia a cabeça de muitas famílias. Ao fazer uma pesquisa na internet, você provavelmente encontrará diversas opiniões, tanto a favor quanto contra.

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Sobre o uso e ensino de tecnologias nas escolas

Na década de 90 foram instituídas as primeiras aulas de computação nas escolas brasileiras, em que os alunos aprendiam noções básicas do uso do computador. Naquela época as escolas pioneiras montavam grandes salas com um computador para cada aluno ou cada dupla de trabalho. Com o rápido avanço tecnológico, logo essas aulas tornaram-se obsoletas e a sala repleta de computadores deixou de ser interessante. Continuar lendo “Sobre o uso e ensino de tecnologias nas escolas”

Educação Socioemocional

Habilidade socioemocinal é um termo relativamente novo, mas que se torna cada vez mais frequente quando pensamos sobre educação. O que ele quer dizer? Educação sociemocional é a promoção e incentivo do desenvolvimento da capacidade de utilizar habilidades que permitam aos alunos (ou qualquer outra pessoa) integrar conhecimentos, atitudes e comportamentos para resolução de problemas.

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Brincadeira é coisa séria

Quando pensamos em uma escola voltada para a infância, o brincar aparece como questão fundamental para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ao brincar, as crianças transitam por diversas linguagens, experiências e produções, olhando para o mundo e interagindo com ele. Sendo assim, quais olhares a escola e as famílias podem ter sobre os espaços e momentos de brincadeira na escola? Continuar lendo “Brincadeira é coisa séria”

POR QUE OS CONFLITOS SÃO TÃO IMPORTANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL?

Texto por Carla Freitas, Coordenadora pedagógica do ensino fundamental na My School Educação Bilíngue

O ingresso no Ensino Fundamental é marcado por muitas mudanças na vida de uma criança. Até os cinco anos, ela passou por fases importantíssimas, aprendeu a andar, falar, brincar, imaginar, etc. A partir daí a nova jornada também será cheia de descobertas e aprendizado, e não quer dizer que será fácil! Continuar lendo “POR QUE OS CONFLITOS SÃO TÃO IMPORTANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL?”

Uso da tecnologia em sala de aula: um desafio promissor.

É certo que os alunos do século XXI não são os mesmos do século passado. E há tempos que se discute a ideia de como desenvolver nos alunos o interesse pela aprendizagem na era em que têm acesso a todo tipo de informação, a qualquer momento e em qualquer lugar. Continuar lendo “Uso da tecnologia em sala de aula: um desafio promissor.”

REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO BILÍNGUE

Sujeito Bilíngue: uma outra maneira de ser e estar.

“O ser bilíngue é ser-se processo, processo de mudança, não é ter duas línguas, mas viver em duas línguas, em dois mundos: … é ter outras perspectivas do mundo… é viver aceitando o outro como ele é aberto para comunicar, dar e receber… comunicar-se como forma de vida”. “O bilíngue tem uma personalidade multidiagonal cuja forma de ver e sentir já não é tão estática… mas sim situacional, multiferreferencial, processual e dinâmica” (JUSTO, 2008 – filósofo e cientista educacional)

O mundo está diferente, os alunos são diferentes e nossas ferramentas de ensino também precisam ser diferentes. Com o sensível aumento das interações entre falantes de várias origens, as chamadas de “zonas de contato”, onde culturas se encontram (PRATT, 1991), entramos em uma nova forma de estar no mundo, um mundo cheio de espaços do outro, que não são lá nem aqui.

Portanto, não basta mais só ensinar/aprender uma língua nova e sim mostrar como essa língua servirá para nos colocar nessas zonas de contato e como, a partir delas, nos posicionamos como sujeitos bilíngues.
Por isso, a linguagem passa a ser definida como uma série de práticas sociais e ações por falantes envolvidos em uma rede de relações sociais e cognitivas. É um produto dessas relações sociais e das condições materiais e históricas de cada tempo. A palavra está ligada à vida em si e não pode ser separada dela sem perder sua significação. Interagir linguisticamente com o mundo significa, então, entrar em outra história de interações e práticas culturais e aprender um novo jeito de estar no mundo.

A Educação Bilíngue, a partir dessa perspectiva, passa a ter um papel de extrema relevância na educação e construção do sujeito bilíngue da atualidade. Ela deve focar não somente na aquisição de uma (ou mais) língua adicional, mas também ajudar os alunos a tornarem-se sujeitos globais e responsáveis, à medida que aprendem a funcionar em diferentes culturas, ou seja, para além das fronteiras culturais em que a escolaridade tradicional muitas vezes separa e compara os alunos com falantes monolíngues em cada idioma.

A Educação Bilíngue, ao adotar uma perspectiva multilíngue (GARCIA, 2017), potencializa a visão de que a aprendizagem de duas (ou mais) línguas deve ser integrada, oferece às línguas em foco o mesmo status, e vê seus alunos como aprendizes que usam seus conhecimentos e habilidades em ambas as línguas para aprender mais sobre suas diferenças e similaridades. Os sujeitos bilíngues não são compostos de dois monolíngues, são constituídos do uso que fazem de suas línguas em suas práticas línguísticas.

É importante que as escolas de Educação Bilíngue reflitam sobre a posição que ocupam na formação do sujeito bilíngue do século XXI, que reflitam sobre a sua própria identidade e crenças, e, a partir daí, possam considerar a qualidade e a eficácia da aprendizagem integrada das línguas que ensinam; afinal, a comunidade de fala tem mudado ao longo dos anos pelas facilidades que o mundo globalizado, ávido de comunicação, tem propiciado e não podemos fechar os olhos para isso.

REFERÊNCIAS:
PRATT, M. L. Arts of the contact zone. Profession 91.33-40. New York: MLA, 1991.

GARCIA, O. The Translanguaging Classroom. Philadelphia, Caslon, 2017.

JUSTO, A. Bilingualidade uma nova maneira de estar. Disponível em http://antonio-justo.eu/?p=1340 . Acesso em 15.06.16 às 16h.

TEXTO: Silmara Souza Parise, Assessora de Línguas, be.Living Educação Bilíngue