Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?

Iluminação, acústica, disposição dos móveis, cores, organização espacial… o que tudo isso tem a ver com educação? O super bem-sucedido sistema educacional da Finlândia, por exemplo, possui o mantra: “uma arquitetura melhor contribui para uma melhor experiência escolar”. Nos últimos anos, o termo classroom design tem ganhado força apoiado por pesquisas que mostram o impacto significativo que o espaço de aula exerce sobre o progresso acadêmico das crianças. Continuar lendo “Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?”

O que é mindfulness e o que ele tem a ver com as crianças?

Em fevereiro deste ano, o governo britânico anunciou a implementação de um amplo estudo sobre o bem-estar de estudantes a partir da prática do mindfulness, que passa a integrar o currículo de pelo menos 370 instituições de ensino. O objetivo desta iniciativa é reduzir os níveis de estresse e ajudar crianças e adolescentes a lidar com sentimentos e desafios. Continuar lendo “O que é mindfulness e o que ele tem a ver com as crianças?”

A criança, a primavera e a percepção do tempo

Com a chegada da primavera o entorno se colore e se perfuma com as flores. Os pássaros cantam preenchendo o dia com sua melodia. E as crianças saltitam com alegria a brincar nos dias agradáveis de primavera. Todos sentem a chegada da primavera com alegria depois do inverno que tipicamente tem clima que traz maior recolhimento. Continuar lendo “A criança, a primavera e a percepção do tempo”

Brincadeira é coisa séria

Quando pensamos em uma escola voltada para a infância, o brincar aparece como questão fundamental para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ao brincar, as crianças transitam por diversas linguagens, experiências e produções, olhando para o mundo e interagindo com ele. Sendo assim, quais olhares a escola e as famílias podem ter sobre os espaços e momentos de brincadeira na escola? Continuar lendo “Brincadeira é coisa séria”

Educação Infantil, pra que te quero?

Quantas vezes, ao dizermos que colocaremos nosso pequeno de 1 ano na escola, ouvimos os seguintes questionamentos: Por quê? É mesmo necessário? Quais os benefícios que trará? Aí vem aquela dúvida, será que estamos tomando a decisão certa? Não seria melhor esperar até que crescesse um pouco mais? Por que tirá-lo do conforto de sua casa se ainda é tão pequeno? Pois convido a todos para, juntos, fazermos uma reflexão sobre o assunto.

Antigamente o papel de educar as crianças era restrito às famílias e às pessoas próximas. Era delas a responsabilidade de, além de cuidar, preparar seus filhos para fazerem parte de um mundo repleto de desafios. Com o passar dos anos e, de acordo com as novas exigências das sociedades, educar deixou de ser apenas uma transmissão de cultura, que passava de geração para geração e passou a ser uma exigência na formação de futuros adultos competentes, capazes de agir e transformar.Mas será que nós, pais e mães, estamos preparados para oferecer experiências desafiadoras e aprendizagens adequadas a cada faixa etária?

Estudos realizados ao longo de séculos comprovam que, a construção da própria identidade bem como o aprimoramento das capacidades de cada criança não se dá de forma espontânea.Educar, social e cognitivamente, significa oferecer situações pedagógicas orientadas que visam valorizar e ajudar no desenvolvimento de suas habilidades.Quando um professor propõe um jogo de boliche ou um jogo de percurso, muitos assuntos e áreas do conhecimento são envolvidos. Desde uma simples contagem, passando pelo estímulo motor, chegando a discussões de regras e normas, respeito ao próximo e companheirismo. Os profissionais de educação, preparados durante anos, possuem um olhar diferenciado, capaz de identificar as necessidades e os anseios de cada grupo.

Na prática, podemos diferenciar claramente uma criança que pôde vivenciar a rotina escolar desde os primeiros anos, daquelas que não tiveram esta oportunidade. Na Global Me, em particular, onde temos a língua inglesa como grande aliada, os estímulos do raciocínio lógico matemático, linguístico, motor e social, têm feito adiferença na vida destes pequenos.

Não podemos deixar de citar a importância da interação entre as crianças, pois é nesta convivência diária, em suas brincadeiras dirigidas ou não pelo professor, que os conhecimentos também são construídos e reconstruídos. São trocas de diferentes vivências familiares, de culturas oriundas de distintas realidades que enriquecem e ajudam a formar o indivíduo.

Esta é uma discussão que certamente não se encerra aqui, pois é por meio da constante avaliação de nossas práticas de ensino que teremos uma educação de qualidade.

Equipe Global Me

O Período de Adaptação

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Na adaptação escolar ocorre uma separação bastante importante e significativa entre pais e filhos. É neste momento que a criança começa a ter uma vida social independente da rotina familiar e, portanto, é um momento de muitos cuidados.

A adaptação é dividida em fases:

  • Primeiro a criança conhece a escola e passa a gostar daquele lugar;

  • Depois, se vincula a outra pessoa (professora, assistente ou babá);

  • Por último, passa-se a sentir completamente segura no ambiente escolar e despede-se dos pais ou de quem quer que esteja acompanhada com facilidade.

A seguir algumas informações relevantes para o processo de adaptação:

1 – A decisão de colocar o seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e principalmente segura.

2 – A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superado em pouco tempo.

3 – Por ser um momento de transição, evite mudanças na rotina da criança como desfralde, retirada da chupeta e de objetos pelos quais a criança tenha muito apego.

4 – O choro na separação é frequente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.

5 – Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença.

6 – Cabe aos pais entregar a criança ao educador, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo dos pais.

7 – Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente. Uma despedida é suficiente. A insistência na despedida longa dificulta o processo de adaptação. Portanto, não devemos prolongar esse momento além do necessário.

8 – A sala de atividades é um espaço que deve ser respeitado e, a presença dos pais, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças também queiram a presença de suas mães.

9 – Incentive a criança a procurar a ajuda do seu professor quando necessitar algo para que crie laço afetivo com ele.

10 – Lembre-se que o professor atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança.

11 – O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente.

12 – Cuidado com a aparente adaptação. Os pais devem respeitar o período estabelecido pela escola.

Denize E. Kindro Andreoli, Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil – Green Book School

 

O aprendizado da língua estrangeira

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Quando pensamos em ensino de língua estrangeira nos vem à mente uma série de práticas diferentes entre si que dizem concorrer a uma mesma finalidade. Na visão behaviorista, a aprendizagem de Língua Estrangeira é compreendida como um processo de adquirir novos hábitos lingüísticos e isso se realiza por meio da tríade: estímulo, resposta e reforço. Essa visão resulta em exercícios de repetição e substituição, ou seja, em uma pedagogia corretiva. Nesta concepção a mente do aluno é entendida como uma tábula rasa que tem de ser moldada na aprendizagem de uma nova língua.
Deste modo, a língua estrangeira tida como uma mera disciplina especializada como natação, balé e outras, não atinge a sua amplitude, pois está fora do contexto da educação global do aluno, explorando pontos ou estruturas gramaticais descontextualizados e de forma mecanicista. Assim, a aquisição de uma nova língua estruturada gramaticalmente não acontece.

Já para o cognitivismo temos o foco do ensino no aluno ou nas estratégias que ele utiliza durante a construção de sua aprendizagem. Quando exposto à língua estrangeira, o aluno, valendo-se do que sabe sobre as regras de sua língua materna, elabora hipóteses sobre a nova língua e as testa no ato comunicativo. Os erros são evidências de que a aprendizagem está em desenvolvimento. Essa concepção também aborda a importância dos diferentes estilos individuais de aprendizagem, sendo eles: o sinestésico, o visual e o auditivo.

Visando facilitar a aprendizagem temos diversificado as atividades durante as aulas, utilizando diferentes recursos para que as crianças sintam-se interessadas e participativas. Dentre os recursos utilizados na imersão, podemos citar os não verbais (gestos, mímicas, expressões faciais, desenhos e figuras), as artes, as rodas de cantigas, os jogos simbólicos e as rodas de leitura, na qual despertamos o gosto pela leitura e estimulamos a observação e identificação das características das personagens, suas ações, cenários, entre outros.

Sabemos que a capacidade de aprender está intimamente relacionada aos temas de interesse e às formas de interação cooperativa com os colegas e professores. Assim, para nós que optamos por um processo de imersão, a melhor estratégia de ensino de uma segunda língua é a utilização dela em todas as disciplinas escolares como oportunidades de ampliar as habilidades linguísticas, proporcionando, então, um bom nível de proficiência na nova língua.

Equipe Global Me

Encobrindo erros dos filhos

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Apesar de os pais normalmente educarem os filhos para que tenham bom caráter e sigam alguns preceitos básicos, como “Não matarás, não roubarás, não cobiçarás a mulher do próximo, etc…”, nem sempre os filhos adotam essas condutas.

É muito difícil encarar alguns fatos, mas às vezes nossos filhos têm atitudes que consideramos inaceitáveis: roubam, mentem, enganam, fazem os outros sofrerem, matam.

Nesses casos, por mais duro que possa parecer para um pai ou para uma mãe, precisam ser punidos.

Dar limites e broncas quando necessário, responsabilizar os filhos pelo que fazem, conversar e orientar sempre; ser bons modelos e transmitir valores éticos são tarefas dos pais desde que os filhos nascem.

“Passar a mão na cabeça”, ou seja, encobrir e justificar erros dos filhos pode ter consequências arrasadoras no futuro.

Em meus anos de experiência vi vários casos de crianças que nunca eram responsabilizadas pelos seus erros, os pais sempre justificavam ou diminuíam o problema, muitas vezes até culpando os outros pelas falhas do filho.

O filho maltrata um coleguinha – a culpa é do colega que não sabe se defender.

O filho bate na professora – quem mandou ser tão incompetente?

O filho maltrata um gatinho – coitado, ele só estava fazendo uma experiência.

O filho destrói os extintores de incêndio da escola – foi sem querer, ele só estava brincando.

O filho menor de idade bate o carro – o pai encobre, dizendo que ele é uma vítima também.

O filho rouba e mata – o pai arruma um ótimo advogado, muitas vezes até mentindo para livrar a cara do filho.

Passar a mão na cabeça é isso, não responsabilizar o filho por suas ações.

Proteger os filhos é função dos pais, encobrir erros não.

Marieta P. Lefèvre, Coordenadora Pedagógica Ed. Infantil Builders