Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?

Iluminação, acústica, disposição dos móveis, cores, organização espacial… o que tudo isso tem a ver com educação? O super bem-sucedido sistema educacional da Finlândia, por exemplo, possui o mantra: “uma arquitetura melhor contribui para uma melhor experiência escolar”. Nos últimos anos, o termo classroom design tem ganhado força apoiado por pesquisas que mostram o impacto significativo que o espaço de aula exerce sobre o progresso acadêmico das crianças. Continuar lendo “Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?”

Férias escolares e volta às aulas

O período de férias escolares muitas vezes é encarado pelas famílias como um momento desafiante, no qual tentam conciliar o trabalho, os cuidados com a criança e atividades de lazer e descanso para a família toda. Algumas famílias não conseguem fazer o período de férias do trabalho coincidir com o período de férias da escola, especialmente pelo fato da criança ter férias duas vezes por ano, enquanto os adultos têm apenas 30 dias. Continuar lendo “Férias escolares e volta às aulas”

Educação Socioemocional

Habilidade socioemocinal é um termo relativamente novo, mas que se torna cada vez mais frequente quando pensamos sobre educação. O que ele quer dizer? Educação sociemocional é a promoção e incentivo do desenvolvimento da capacidade de utilizar habilidades que permitam aos alunos (ou qualquer outra pessoa) integrar conhecimentos, atitudes e comportamentos para resolução de problemas.

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CINCO FERRAMENTAS BÁSICAS DE DISCIPLINA POSITIVA PARA A SALA DE AULA

Texto por Bete P. Rodrigues, Consultora de pais e educadores da Kindy Escola Americana

Este artigo apresenta apenas 5 ferramentas da Disciplina Positiva para auxiliar o educador no seu complexo papel no gerenciamento de sala de aula respeitoso. Essas ferramentas podem ser utilizadas nos mais diversos contextos de trabalho (diferentes tipos de escola, segmentos ou áreas do conhecimento). Tal como acontece com qualquer caixa de ferramentas, nenhuma ferramenta funciona em todos os contextos, por isso a importância de se ter uma variedade para escolher. Eu considero essas as mais básicas dentre as dezenas de opções existentes: Continuar lendo “CINCO FERRAMENTAS BÁSICAS DE DISCIPLINA POSITIVA PARA A SALA DE AULA”

POR QUE OS CONFLITOS SÃO TÃO IMPORTANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL?

Texto por Carla Freitas, Coordenadora pedagógica do ensino fundamental na My School Educação Bilíngue

O ingresso no Ensino Fundamental é marcado por muitas mudanças na vida de uma criança. Até os cinco anos, ela passou por fases importantíssimas, aprendeu a andar, falar, brincar, imaginar, etc. A partir daí a nova jornada também será cheia de descobertas e aprendizado, e não quer dizer que será fácil! Continuar lendo “POR QUE OS CONFLITOS SÃO TÃO IMPORTANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL?”

Uso da tecnologia em sala de aula: um desafio promissor.

É certo que os alunos do século XXI não são os mesmos do século passado. E há tempos que se discute a ideia de como desenvolver nos alunos o interesse pela aprendizagem na era em que têm acesso a todo tipo de informação, a qualquer momento e em qualquer lugar. Continuar lendo “Uso da tecnologia em sala de aula: um desafio promissor.”

Bilinguismo por Renata Salvador Domingues Leal, Professora

Nos últimos 30 anos pesquisas têm mostrado que o aprendizado de línguas tem um impacto positivo na formação cerebral. Muitos estudiosos defendem que o esforço mental que pessoas bilíngues fazem para usar diferentes línguas é responsável pelo fortalecimento das funções cognitivas e que pode até mesmo proteger o cérebro em idade mais avançada. Há um consenso de que o bilinguismo proporciona um melhor desenvolvimento das funções cognitivas e também das funções culturais e sociais. Continuar lendo “Bilinguismo por Renata Salvador Domingues Leal, Professora”

REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO BILÍNGUE

Sujeito Bilíngue: uma outra maneira de ser e estar.

“O ser bilíngue é ser-se processo, processo de mudança, não é ter duas línguas, mas viver em duas línguas, em dois mundos: … é ter outras perspectivas do mundo… é viver aceitando o outro como ele é aberto para comunicar, dar e receber… comunicar-se como forma de vida”. “O bilíngue tem uma personalidade multidiagonal cuja forma de ver e sentir já não é tão estática… mas sim situacional, multiferreferencial, processual e dinâmica” (JUSTO, 2008 – filósofo e cientista educacional)

O mundo está diferente, os alunos são diferentes e nossas ferramentas de ensino também precisam ser diferentes. Com o sensível aumento das interações entre falantes de várias origens, as chamadas de “zonas de contato”, onde culturas se encontram (PRATT, 1991), entramos em uma nova forma de estar no mundo, um mundo cheio de espaços do outro, que não são lá nem aqui.

Portanto, não basta mais só ensinar/aprender uma língua nova e sim mostrar como essa língua servirá para nos colocar nessas zonas de contato e como, a partir delas, nos posicionamos como sujeitos bilíngues.
Por isso, a linguagem passa a ser definida como uma série de práticas sociais e ações por falantes envolvidos em uma rede de relações sociais e cognitivas. É um produto dessas relações sociais e das condições materiais e históricas de cada tempo. A palavra está ligada à vida em si e não pode ser separada dela sem perder sua significação. Interagir linguisticamente com o mundo significa, então, entrar em outra história de interações e práticas culturais e aprender um novo jeito de estar no mundo.

A Educação Bilíngue, a partir dessa perspectiva, passa a ter um papel de extrema relevância na educação e construção do sujeito bilíngue da atualidade. Ela deve focar não somente na aquisição de uma (ou mais) língua adicional, mas também ajudar os alunos a tornarem-se sujeitos globais e responsáveis, à medida que aprendem a funcionar em diferentes culturas, ou seja, para além das fronteiras culturais em que a escolaridade tradicional muitas vezes separa e compara os alunos com falantes monolíngues em cada idioma.

A Educação Bilíngue, ao adotar uma perspectiva multilíngue (GARCIA, 2017), potencializa a visão de que a aprendizagem de duas (ou mais) línguas deve ser integrada, oferece às línguas em foco o mesmo status, e vê seus alunos como aprendizes que usam seus conhecimentos e habilidades em ambas as línguas para aprender mais sobre suas diferenças e similaridades. Os sujeitos bilíngues não são compostos de dois monolíngues, são constituídos do uso que fazem de suas línguas em suas práticas línguísticas.

É importante que as escolas de Educação Bilíngue reflitam sobre a posição que ocupam na formação do sujeito bilíngue do século XXI, que reflitam sobre a sua própria identidade e crenças, e, a partir daí, possam considerar a qualidade e a eficácia da aprendizagem integrada das línguas que ensinam; afinal, a comunidade de fala tem mudado ao longo dos anos pelas facilidades que o mundo globalizado, ávido de comunicação, tem propiciado e não podemos fechar os olhos para isso.

REFERÊNCIAS:
PRATT, M. L. Arts of the contact zone. Profession 91.33-40. New York: MLA, 1991.

GARCIA, O. The Translanguaging Classroom. Philadelphia, Caslon, 2017.

JUSTO, A. Bilingualidade uma nova maneira de estar. Disponível em http://antonio-justo.eu/?p=1340 . Acesso em 15.06.16 às 16h.

TEXTO: Silmara Souza Parise, Assessora de Línguas, be.Living Educação Bilíngue

Educação Infantil, pra que te quero?

Quantas vezes, ao dizermos que colocaremos nosso pequeno de 1 ano na escola, ouvimos os seguintes questionamentos: Por quê? É mesmo necessário? Quais os benefícios que trará? Aí vem aquela dúvida, será que estamos tomando a decisão certa? Não seria melhor esperar até que crescesse um pouco mais? Por que tirá-lo do conforto de sua casa se ainda é tão pequeno? Pois convido a todos para, juntos, fazermos uma reflexão sobre o assunto.

Antigamente o papel de educar as crianças era restrito às famílias e às pessoas próximas. Era delas a responsabilidade de, além de cuidar, preparar seus filhos para fazerem parte de um mundo repleto de desafios. Com o passar dos anos e, de acordo com as novas exigências das sociedades, educar deixou de ser apenas uma transmissão de cultura, que passava de geração para geração e passou a ser uma exigência na formação de futuros adultos competentes, capazes de agir e transformar.Mas será que nós, pais e mães, estamos preparados para oferecer experiências desafiadoras e aprendizagens adequadas a cada faixa etária?

Estudos realizados ao longo de séculos comprovam que, a construção da própria identidade bem como o aprimoramento das capacidades de cada criança não se dá de forma espontânea.Educar, social e cognitivamente, significa oferecer situações pedagógicas orientadas que visam valorizar e ajudar no desenvolvimento de suas habilidades.Quando um professor propõe um jogo de boliche ou um jogo de percurso, muitos assuntos e áreas do conhecimento são envolvidos. Desde uma simples contagem, passando pelo estímulo motor, chegando a discussões de regras e normas, respeito ao próximo e companheirismo. Os profissionais de educação, preparados durante anos, possuem um olhar diferenciado, capaz de identificar as necessidades e os anseios de cada grupo.

Na prática, podemos diferenciar claramente uma criança que pôde vivenciar a rotina escolar desde os primeiros anos, daquelas que não tiveram esta oportunidade. Na Global Me, em particular, onde temos a língua inglesa como grande aliada, os estímulos do raciocínio lógico matemático, linguístico, motor e social, têm feito adiferença na vida destes pequenos.

Não podemos deixar de citar a importância da interação entre as crianças, pois é nesta convivência diária, em suas brincadeiras dirigidas ou não pelo professor, que os conhecimentos também são construídos e reconstruídos. São trocas de diferentes vivências familiares, de culturas oriundas de distintas realidades que enriquecem e ajudam a formar o indivíduo.

Esta é uma discussão que certamente não se encerra aqui, pois é por meio da constante avaliação de nossas práticas de ensino que teremos uma educação de qualidade.

Equipe Global Me

O aprendizado da língua estrangeira

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Quando pensamos em ensino de língua estrangeira nos vem à mente uma série de práticas diferentes entre si que dizem concorrer a uma mesma finalidade. Na visão behaviorista, a aprendizagem de Língua Estrangeira é compreendida como um processo de adquirir novos hábitos lingüísticos e isso se realiza por meio da tríade: estímulo, resposta e reforço. Essa visão resulta em exercícios de repetição e substituição, ou seja, em uma pedagogia corretiva. Nesta concepção a mente do aluno é entendida como uma tábula rasa que tem de ser moldada na aprendizagem de uma nova língua.
Deste modo, a língua estrangeira tida como uma mera disciplina especializada como natação, balé e outras, não atinge a sua amplitude, pois está fora do contexto da educação global do aluno, explorando pontos ou estruturas gramaticais descontextualizados e de forma mecanicista. Assim, a aquisição de uma nova língua estruturada gramaticalmente não acontece.

Já para o cognitivismo temos o foco do ensino no aluno ou nas estratégias que ele utiliza durante a construção de sua aprendizagem. Quando exposto à língua estrangeira, o aluno, valendo-se do que sabe sobre as regras de sua língua materna, elabora hipóteses sobre a nova língua e as testa no ato comunicativo. Os erros são evidências de que a aprendizagem está em desenvolvimento. Essa concepção também aborda a importância dos diferentes estilos individuais de aprendizagem, sendo eles: o sinestésico, o visual e o auditivo.

Visando facilitar a aprendizagem temos diversificado as atividades durante as aulas, utilizando diferentes recursos para que as crianças sintam-se interessadas e participativas. Dentre os recursos utilizados na imersão, podemos citar os não verbais (gestos, mímicas, expressões faciais, desenhos e figuras), as artes, as rodas de cantigas, os jogos simbólicos e as rodas de leitura, na qual despertamos o gosto pela leitura e estimulamos a observação e identificação das características das personagens, suas ações, cenários, entre outros.

Sabemos que a capacidade de aprender está intimamente relacionada aos temas de interesse e às formas de interação cooperativa com os colegas e professores. Assim, para nós que optamos por um processo de imersão, a melhor estratégia de ensino de uma segunda língua é a utilização dela em todas as disciplinas escolares como oportunidades de ampliar as habilidades linguísticas, proporcionando, então, um bom nível de proficiência na nova língua.

Equipe Global Me