A nova rotina familiar em tempos de pandemia

Muitas famílias estão enfrentando agora a difícil tarefa de conciliar a rotina de trabalho (para muitos, de casa) com as crianças (também em casa!) e de assumir os papeis de cuidador e educador ao mesmo tempo, de forma integral. É, sem dúvida, uma virada brusca de rota para pais e mães, mas também para crianças, que estão vendo seu dia a dia virar de cabeça para baixo. Continuar lendo “A nova rotina familiar em tempos de pandemia”

Educação Infantil, pra que te quero?

Quantas vezes, ao dizermos que colocaremos nosso pequeno de 1 ano na escola, ouvimos os seguintes questionamentos: Por quê? É mesmo necessário? Quais os benefícios que trará? Aí vem aquela dúvida, será que estamos tomando a decisão certa? Não seria melhor esperar até que crescesse um pouco mais? Por que tirá-lo do conforto de sua casa se ainda é tão pequeno? Pois convido a todos para, juntos, fazermos uma reflexão sobre o assunto.

Antigamente o papel de educar as crianças era restrito às famílias e às pessoas próximas. Era delas a responsabilidade de, além de cuidar, preparar seus filhos para fazerem parte de um mundo repleto de desafios. Com o passar dos anos e, de acordo com as novas exigências das sociedades, educar deixou de ser apenas uma transmissão de cultura, que passava de geração para geração e passou a ser uma exigência na formação de futuros adultos competentes, capazes de agir e transformar.Mas será que nós, pais e mães, estamos preparados para oferecer experiências desafiadoras e aprendizagens adequadas a cada faixa etária?

Estudos realizados ao longo de séculos comprovam que, a construção da própria identidade bem como o aprimoramento das capacidades de cada criança não se dá de forma espontânea.Educar, social e cognitivamente, significa oferecer situações pedagógicas orientadas que visam valorizar e ajudar no desenvolvimento de suas habilidades.Quando um professor propõe um jogo de boliche ou um jogo de percurso, muitos assuntos e áreas do conhecimento são envolvidos. Desde uma simples contagem, passando pelo estímulo motor, chegando a discussões de regras e normas, respeito ao próximo e companheirismo. Os profissionais de educação, preparados durante anos, possuem um olhar diferenciado, capaz de identificar as necessidades e os anseios de cada grupo.

Na prática, podemos diferenciar claramente uma criança que pôde vivenciar a rotina escolar desde os primeiros anos, daquelas que não tiveram esta oportunidade. Na Global Me, em particular, onde temos a língua inglesa como grande aliada, os estímulos do raciocínio lógico matemático, linguístico, motor e social, têm feito adiferença na vida destes pequenos.

Não podemos deixar de citar a importância da interação entre as crianças, pois é nesta convivência diária, em suas brincadeiras dirigidas ou não pelo professor, que os conhecimentos também são construídos e reconstruídos. São trocas de diferentes vivências familiares, de culturas oriundas de distintas realidades que enriquecem e ajudam a formar o indivíduo.

Esta é uma discussão que certamente não se encerra aqui, pois é por meio da constante avaliação de nossas práticas de ensino que teremos uma educação de qualidade.

Equipe Global Me

O Período de Adaptação

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Na adaptação escolar ocorre uma separação bastante importante e significativa entre pais e filhos. É neste momento que a criança começa a ter uma vida social independente da rotina familiar e, portanto, é um momento de muitos cuidados.

A adaptação é dividida em fases:

  • Primeiro a criança conhece a escola e passa a gostar daquele lugar;

  • Depois, se vincula a outra pessoa (professora, assistente ou babá);

  • Por último, passa-se a sentir completamente segura no ambiente escolar e despede-se dos pais ou de quem quer que esteja acompanhada com facilidade.

A seguir algumas informações relevantes para o processo de adaptação:

1 – A decisão de colocar o seu filho na escola deve resultar de atitude pensada, consciente e principalmente segura.

2 – A separação, apesar de necessária, é um processo doloroso tanto para a criança quanto para a mãe, mas é superado em pouco tempo.

3 – Por ser um momento de transição, evite mudanças na rotina da criança como desfralde, retirada da chupeta e de objetos pelos quais a criança tenha muito apego.

4 – O choro na separação é frequente e nem sempre significa que a criança não queira ficar na escola.

5 – Evite comentários sobre a adaptação da criança em sua presença.

6 – Cabe aos pais entregar a criança ao educador, colocando-a no chão e incentivando-a a ficar na escola. Não é recomendável deixar o educador com o encargo de retirar a criança do colo dos pais.

7 – Nunca saia escondido de seu filho. Despeça-se naturalmente. Uma despedida é suficiente. A insistência na despedida longa dificulta o processo de adaptação. Portanto, não devemos prolongar esse momento além do necessário.

8 – A sala de atividades é um espaço que deve ser respeitado e, a presença dos pais, além de dificultar a compreensão da separação, fará as outras crianças também queiram a presença de suas mães.

9 – Incentive a criança a procurar a ajuda do seu professor quando necessitar algo para que crie laço afetivo com ele.

10 – Lembre-se que o professor atende às crianças em grupo, procurando distribuir sua atenção igualmente, promovendo junto com a mãe a integração da criança.

11 – O período de adaptação varia de criança para criança, é único e deve ser avaliado individualmente.

12 – Cuidado com a aparente adaptação. Os pais devem respeitar o período estabelecido pela escola.

Denize E. Kindro Andreoli, Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil – Green Book School

 

Obesidade Infantil

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A prevalência da obesidade tem crescido rapidamente e representa um dos principais desafios de saúde pública neste início de século. Acredita-se que as mudanças de comportamento alimentar e os hábitos de vida sedentários sejam os principais determinantes para o crescimento da obesidade no mundo.

Além da estabilidade econômica, outros fatores como o trabalho da mulher fora do lar, maior praticidade, rapidez, durabilidade e boa aceitação dos produtos industrializados oferecidos vem contribuindo cada vez mais para a introdução e manutenção destes alimentos (ricos em gorduras, carboidratos refinados e com alto valor energético) nos hábitos da família e da criança, além dos alimentos classificados como fast foods.

Na vida moderna já se observa o aumento dos casos de algumas doenças, que normalmente acometem adultos, em crianças e adolescentes. Este fato tem sido associado ao aumento de peso e ao maior sedentarismo das crianças e adolescentes, devido às facilidades eletrônicas para o lazer, como joguinhos computadorizados.

O ganho de peso na criança é acompanhado por um aumento de estatura e aceleração da idade óssea. No entanto, depois, o ganho de peso continua e a estatura e idade óssea se mantém constantes. A puberdade pode ocorrer mais cedo, o que pode acarretar problemas no desenvolvimento da estatura, devido ao fechamento precoce das cartilagens de crescimento.

A obesidade é um fator de risco importante para doenças como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros. Por tanto, a participação da criança em atividades físicas é parte importante do processo de crescimento e desenvolvimento. Além da prevenção de muitas patologias relacionadas, o exercício também oferece à criança a oportunidade para o lazer, a integração social e o desenvolvimento de aptidões.

Os 09 erros que não devemos cometer na educação alimentar da criança – (Fonte: ABESO)

1. Dizer sempre sim: A criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana e situações em que podemos ser mais liberais.
2. Lanches fora de hora: Já dissemos que o ideal são 6 refeições diárias e evitar as beliscadas fora desses horários.
3. Oferecer comida como recompensa: “ Coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a ideia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
4. Ameaçar com castigos para quem não cumpre o combinado: “ Se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar a falta de vontade que a criança sente de comer salada.
5. Brincadeiras na Mesa: Hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
6. Ceder ao primeiro não gosto disso: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas pelo menos, experimentar não custa nada.
7. Substituir refeições: Não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
8. Servir sempre a mesma comida: A criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vão faltar nutrientes, vão faltar fibras. Ter variação no cardápio.
9. Dar o exemplo: Não adianta solicitar que a criança tome suco, enquanto os pais bebem refrigerante.

Bianca Pacheco, Equipe Little’s Cool