O que é mindfulness e o que ele tem a ver com as crianças?

Em fevereiro deste ano, o governo britânico anunciou a implementação de um amplo estudo sobre o bem-estar de estudantes a partir da prática do mindfulness, que passa a integrar o currículo de pelo menos 370 instituições de ensino. O objetivo desta iniciativa é reduzir os níveis de estresse e ajudar crianças e adolescentes a lidar com sentimentos e desafios. Continuar lendo “O que é mindfulness e o que ele tem a ver com as crianças?”

A criança, a primavera e a percepção do tempo

Com a chegada da primavera o entorno se colore e se perfuma com as flores. Os pássaros cantam preenchendo o dia com sua melodia. E as crianças saltitam com alegria a brincar nos dias agradáveis de primavera. Todos sentem a chegada da primavera com alegria depois do inverno que tipicamente tem clima que traz maior recolhimento. Continuar lendo “A criança, a primavera e a percepção do tempo”

Brincadeira é coisa séria

Quando pensamos em uma escola voltada para a infância, o brincar aparece como questão fundamental para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ao brincar, as crianças transitam por diversas linguagens, experiências e produções, olhando para o mundo e interagindo com ele. Sendo assim, quais olhares a escola e as famílias podem ter sobre os espaços e momentos de brincadeira na escola? Continuar lendo “Brincadeira é coisa séria”

Uso da tecnologia em sala de aula: um desafio promissor.

É certo que os alunos do século XXI não são os mesmos do século passado. E há tempos que se discute a ideia de como desenvolver nos alunos o interesse pela aprendizagem na era em que têm acesso a todo tipo de informação, a qualquer momento e em qualquer lugar. Continuar lendo “Uso da tecnologia em sala de aula: um desafio promissor.”

Educação Infantil, pra que te quero?

Quantas vezes, ao dizermos que colocaremos nosso pequeno de 1 ano na escola, ouvimos os seguintes questionamentos: Por quê? É mesmo necessário? Quais os benefícios que trará? Aí vem aquela dúvida, será que estamos tomando a decisão certa? Não seria melhor esperar até que crescesse um pouco mais? Por que tirá-lo do conforto de sua casa se ainda é tão pequeno? Pois convido a todos para, juntos, fazermos uma reflexão sobre o assunto.

Antigamente o papel de educar as crianças era restrito às famílias e às pessoas próximas. Era delas a responsabilidade de, além de cuidar, preparar seus filhos para fazerem parte de um mundo repleto de desafios. Com o passar dos anos e, de acordo com as novas exigências das sociedades, educar deixou de ser apenas uma transmissão de cultura, que passava de geração para geração e passou a ser uma exigência na formação de futuros adultos competentes, capazes de agir e transformar.Mas será que nós, pais e mães, estamos preparados para oferecer experiências desafiadoras e aprendizagens adequadas a cada faixa etária?

Estudos realizados ao longo de séculos comprovam que, a construção da própria identidade bem como o aprimoramento das capacidades de cada criança não se dá de forma espontânea.Educar, social e cognitivamente, significa oferecer situações pedagógicas orientadas que visam valorizar e ajudar no desenvolvimento de suas habilidades.Quando um professor propõe um jogo de boliche ou um jogo de percurso, muitos assuntos e áreas do conhecimento são envolvidos. Desde uma simples contagem, passando pelo estímulo motor, chegando a discussões de regras e normas, respeito ao próximo e companheirismo. Os profissionais de educação, preparados durante anos, possuem um olhar diferenciado, capaz de identificar as necessidades e os anseios de cada grupo.

Na prática, podemos diferenciar claramente uma criança que pôde vivenciar a rotina escolar desde os primeiros anos, daquelas que não tiveram esta oportunidade. Na Global Me, em particular, onde temos a língua inglesa como grande aliada, os estímulos do raciocínio lógico matemático, linguístico, motor e social, têm feito adiferença na vida destes pequenos.

Não podemos deixar de citar a importância da interação entre as crianças, pois é nesta convivência diária, em suas brincadeiras dirigidas ou não pelo professor, que os conhecimentos também são construídos e reconstruídos. São trocas de diferentes vivências familiares, de culturas oriundas de distintas realidades que enriquecem e ajudam a formar o indivíduo.

Esta é uma discussão que certamente não se encerra aqui, pois é por meio da constante avaliação de nossas práticas de ensino que teremos uma educação de qualidade.

Equipe Global Me

O aprendizado da língua estrangeira

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Quando pensamos em ensino de língua estrangeira nos vem à mente uma série de práticas diferentes entre si que dizem concorrer a uma mesma finalidade. Na visão behaviorista, a aprendizagem de Língua Estrangeira é compreendida como um processo de adquirir novos hábitos lingüísticos e isso se realiza por meio da tríade: estímulo, resposta e reforço. Essa visão resulta em exercícios de repetição e substituição, ou seja, em uma pedagogia corretiva. Nesta concepção a mente do aluno é entendida como uma tábula rasa que tem de ser moldada na aprendizagem de uma nova língua.
Deste modo, a língua estrangeira tida como uma mera disciplina especializada como natação, balé e outras, não atinge a sua amplitude, pois está fora do contexto da educação global do aluno, explorando pontos ou estruturas gramaticais descontextualizados e de forma mecanicista. Assim, a aquisição de uma nova língua estruturada gramaticalmente não acontece.

Já para o cognitivismo temos o foco do ensino no aluno ou nas estratégias que ele utiliza durante a construção de sua aprendizagem. Quando exposto à língua estrangeira, o aluno, valendo-se do que sabe sobre as regras de sua língua materna, elabora hipóteses sobre a nova língua e as testa no ato comunicativo. Os erros são evidências de que a aprendizagem está em desenvolvimento. Essa concepção também aborda a importância dos diferentes estilos individuais de aprendizagem, sendo eles: o sinestésico, o visual e o auditivo.

Visando facilitar a aprendizagem temos diversificado as atividades durante as aulas, utilizando diferentes recursos para que as crianças sintam-se interessadas e participativas. Dentre os recursos utilizados na imersão, podemos citar os não verbais (gestos, mímicas, expressões faciais, desenhos e figuras), as artes, as rodas de cantigas, os jogos simbólicos e as rodas de leitura, na qual despertamos o gosto pela leitura e estimulamos a observação e identificação das características das personagens, suas ações, cenários, entre outros.

Sabemos que a capacidade de aprender está intimamente relacionada aos temas de interesse e às formas de interação cooperativa com os colegas e professores. Assim, para nós que optamos por um processo de imersão, a melhor estratégia de ensino de uma segunda língua é a utilização dela em todas as disciplinas escolares como oportunidades de ampliar as habilidades linguísticas, proporcionando, então, um bom nível de proficiência na nova língua.

Equipe Global Me

O cantinho do pensamento

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Muitas pessoas me perguntam sobre os castigos, se é certo dar uma palmadinha de vez em quando, se o “cantinho do pensamento”, ou “cadeirinha do limite” resolvem. Enfim, o que fazer quando os filhos e alunos desobedecem.

Em primeiro lugar, creio que o mais importante seja dizer que não se deve bater nos filhos, aliás, não se deve bater em ninguém. Bater é covardia, é uma forma muito primitiva de resolver conflitos. Nós, humanos, dotados de capacidade de pensamento, temos que ter outras formas de solucionar impasses.

Quando um pai ou uma mãe batem numa criança, mesmo que ela desobedeça, estão mostrando que perderam o controle da situação, estão fracos.

Além disso, estão passando uma mensagem para ela, de que isso é permitido, estão autorizando a violência. Sim, porque pais são modelos, se os pais fazem, a criança também tem direito de fazer.

Quando pais batem em filhos, estão sendo covardes… é uma mão grande batendo numa criança pequena.

E não resolve, só gera medo. Vocês acham bom os filhos terem medo dos pais? E o “cantinho do pensamento?”, adianta?

Bom, qual é a finalidade de mandarem a criança “pensar” a cada ato errado que ela fizer? Quem garante que lá no cantinho ela está realmente pensando no assunto, que sabe porque está sendo punida? Muitas crianças relatam que gostam de ir para o cantinho, assim têm tempo para pensarem na vida… em tudo, menos na questão que as levou para lá.

Algumas dicas:

Crianças precisam conhecer de antemão as regras de casa, da escola. Isso dá segurança, assim elas mesmas sabem quais são as expectativas, até onde podem ir.

Ao conhecer as regras, as crianças também precisam saber quais serão as consequências caso desobedeçam uma vez, caso desobedeçam mais vezes. Um exemplo: Na escola, se a criança bate em um amigo, a regra pode ser que na primeira vez que isso ocorrer ela será chamada à atenção, mas em caso de reincidência, será encaminhada à coordenação e perderá alguma atividade e assim por diante.

Sabendo quais são as expectativas que temos em relação ao comportamento e as consequências em caso de não cumprimento, a própria criança compreende melhor sua responsabilidade e sabe quais as consequências caso não obedeçam.
Não é necessário criar um “cantinho do pensamento”, mas é sim necessário cumprir o que foi determinado, pois isso será fundamental para que numa próxima vez a criança saiba que haverá consequências e que podem não ser boas para ela.

Pedir desculpas, de coração, também faz parte das responsabilidades das crianças. Muitas pensam que é só pedir desculpas que tudo se resolve. Não se trata disso, mas aos poucos é necessário mostrar que aquela atitude magoou outra pessoa e que o pedido de desculpas, se não resolve, atenua e faz parte da boa educação e é sim regra de boa convivência social.

O cumprimento dos combinados é fundamental, pois quando os adultos ameaçam, ameaçam, mas nunca cumprem, as crianças logo captam essa dinâmica e, sabendo da impunidade, desobedecem, pois os adultos perdem credibilidade.
Vale ressaltar que, se seus filhos (ou alunos) andam desobedecendo demais, se você tem usado o cantinho como estratégia quase diária, certamente seus métodos não estão eficazes. Reavalie seu sistema, talvez seja a hora de ameaçar menos e ser mais firme nas decisões.

Lembrem-se: bater não é o caminho, pode até não traumatizar, mas não é justo.

Marieta P. Lefèvre, Coordenadora Pedagógica Ed. Infantil Builders

POR QUE ESCOLHER A EDUCAÇÃO BILINGUE ?

pqbilingueSabemos o quanto é dificil a escolha de uma escola de Educação Infantil, e, quando a opção é bilíngue, a atenção na proposta pedagógica deve ser redobrada para verificarmos se, de fato, ela é bilíngue. Para nós, a escola bilíngue é aquela que organiza seu projeto pedagógico integrando uma segunda língua em todos os eixos de trabalho previstos no Referencial Curricular Nacional.

Estudos recentes comprovam que crianças bilíngues desenvolvem melhor suas habilidades cognitivas, principalmente no que se refere à inteligência verbal, ao raciocínio lógico e à criatividade. Isso porque o aprendizado de outra língua possibilita maior desenvolvimento das conexões cerebrais. A isso, acrescentamos o fato da criança, normalmente, não apresentar censura ou inibição para aprender e ser espontânea e curiosa, o que facilita a aquisição de novos sons e estruturas linguísticas, além do aprendizado de conteúdos inéditos.

Além disso, a Educação Bilíngue é a porta de entrada para um mundo cada vez mais globalizado, onde a aquisição da língua inglesa facilita o contato com diferentes culturas e a percepção de mundo de forma mais enriquecedora, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da autoconfiança e da capacidade de integração.

Ao iniciar o processo de aquisição do inglês na Educação Infantil, a criança passa a compreender e repetir palavras e sentenças simples, misturando-as com a língua nativa, até ter condições de se expressar com certa independência nos dois idiomas. O inglês é a língua de comunicação no processo de ensino/aprendizagem. A aquisição desse idioma ocorre na exposição de modelos de estruturas linguísticas e práticas em usá-las em contextos significativos de comunicação, vivenciados pelos alunos. E para que isso aconteça, temos clareza da importância da ‘postura bilíngue’ que devemos manter no cotidiano escolar ao considerar nossas ações que são baseadas no foco da língua em projetos de trabalho, nas atividades de leitura de histórias a partir de projetos com gêneros literários, e na comunicação interpessoal com os alunos.

Portanto, em ambiente bilíngue diversificado e consciente, entendemos que o inglês, como segunda língua, é adquirido de forma natural, lúdica e prazerosa.

Daniela Gattai, Equipe Little’s Cool