OEBi: a força das escolas bilíngues

A Organização das Escolas Bilíngues – OEBi – nasceu com o objetivo de dar voz e relevância às escolas de ensino bilíngue e ao bilinguismo. Hoje, são mais de 15 escolas trocando conhecimento, informações, experiências e, acima de tudo, apoio para oferecer aos alunos e colaboradores o melhor do bilinguismo.

A grande força da OEBi está justamente na união dessas escolas. É essa união que torna possíveis eventos como o intercâmbio e o Sports Festival – atual OEBi Olympics. No intercâmbio, alunos das escolas associadas à OEBi vão a Baltimore, nos Estados Unidos, participar do summer camp em companhia dos alunos da região. Já no OEBi Olympics, alunos das escolas associadas se reúnem para curtir três dias de jogos e gincanas.

Há ainda passeios e encontros, sempre tendo como objetivo a integração dos alunos. “Que rica experiência tivemos este ano, ao levar nossos alunos ao teatro juntamente com alunos de escolas públicas”, lembra Kevin Sorger, presidente da OEBi e diretor da Kindy.

A integração acontece também com professores, coordenadores e diretores. Exemplo disso são as palestras organizadas com grandes especialistas dos mais variados temas. “São encontros muito enriquecedores e que não conseguiríamos sozinhos proporcionar para os nossos colaboradores”, ressalta Fernanda Nyari, ex-presidente da OEBi e diretora da Kinder Kampus School. “A OEBi nos dá essa possibilidade. As escolas, juntas, conseguem trazer grandes nomes para compartilhar suas experiências”.

Além disso, o intercâmbio pedagógico é uma constante entre as escolas da OEBi. “No início da pandemia, por exemplo, as escolas trocaram experiências em relação ao que estava sendo feito, o que estava funcionando ou não. Foi um aprendizado coletivo muito significativo”, conta Andréia Rocha, diretora de integração da OEBi e diretora da Amazing School, associada à entidade. “E, ao mesmo tempo, encontramos nas outras escolas associadas o apoio que precisávamos naquele momento tão difícil”.

“A força da OEBi é, sem dúvida, a troca e o apoio entre as escolas. Não nos vemos como concorrentes, mas como parceiros”, afirma Fernanda.

Bilinguismo, a razão de ser da OEBi

A OEBi existe por acreditar na importância do bilinguismo para a formação de crianças e jovens de modo a deixá-los mais bem-preparados para os desafios da vida adulta. Na visão da OEBi, o ensino bilíngue é porta de entrada para o mundo globalizado. O inglês – idioma universal e o principal das escolas da OEBi, ao lado do português – faz parte do dia a dia das crianças e jovens. “Eles são imersos no inglês sem se dar conta”, destaca Fernanda Nyari. “Pesquisas, programas, jogos, tudo é em inglês”.

O ensino bilíngue é o caminho mais curto para permitir ao aluno conquistar a fluência necessária. “E fluência não é falar tudo sem nenhum erro de gramática. É conseguir manter uma conversa, estabelecer uma linha de raciocínio em inglês, mesmo que seja cometido um erro ou outro”, explica a diretora da Kinder Kampus.

Andréia Rocha cita “estudos que mostram que a criança exposta ao segundo idioma na primeira infância aciona partes do cérebro que não são ativadas por crianças que só conhecem o idioma materno”. Para ela, “o aluno bilíngue apresenta maior facilidade de comunicação, mais empatia e uma visão de mundo mais ampla”.

Obs.: Esta reportagem é a primeira de uma série que pretende, nos próximos meses, ouvir mantenedores e profissionais de todas as escolas associadas à OEBi.

Editorial OEBi: Nova Diretoria revela meta principal para o triênio

“Como é do conhecimento de todos, iniciamos agora em maio a gestão da OEBi para o triênio 2022/24. Estamos confiantes no êxito dessa jornada. Mas o sucesso dessa gestão vai depender sempre do apoio imprescindível de todas as escolas associadas. Só assim poderemos avançar e fazer com que nossa Associação alcance o ponto mais alto possível em termos de prestígio, excelência, credibilidade e prestação de serviços.

“Já caminhamos muito desde a criação da OEBi. Ajudamos a quebrar barreiras e a abrir caminhos para o bilinguismo em nosso país. Há 20 anos não tínhamos o grau de aceitação do bilinguismo que temos hoje. Sabemos, no entanto, que a expansão do número de instituições que oferecem ensino bilíngue nem sempre se deu em sintonia com os requisitos de qualidade seguidos pelas escolas OEBi.

“É preciso mudar este estado de coisas. É preciso qualificar o ensino bilíngue no país. A OEBi pode ter, nesse processo, um papel de liderança e de inspiração. Haveremos, para isso, de reunir sólidos argumentos na construção de posicionamentos públicos que ajudem a pautar o debate sobre o ensino bilíngue na sociedade.

“Queremos levar a voz da OEBi para os meios de comunicação, para os gestores públicos, especialmente aqueles que se dedicam à elaboração de normas e resoluções envolvendo o bilinguismo. Temos, afinal, muito conhecimento e sólida experiência para agregar a esse debate público.

“É preciso que a voz da OEBi seja ouvida. Precisamos, nesse contexto, fazer a nossa parte. Organizar e qualificar nosso discurso. Fazê-lo chegar aos jornalistas que cobrem educação, às autoridades que decidem e fazem as leis e as resoluções. Temos conhecimento e experiência para agregar qualidade a esse debate. Somos, certamente, escolas de excelência que muito têm a oferecer aos nossos alunos, às famílias e à sociedade em geral.

“Queremos produzir informação de qualidade que mereça a atenção dos nossos pares, que alcance os gestores públicos, a imprensa especializada e o público em geral. Queremos que a OEBi passe gradualmente a ser chamada a participar de entrevistas quando o assunto for o bilinguismo. Queremos estar presentes nas redes sociais com conteúdo de qualidade que faça jus ao que somos, aos nossos objetivos, princípios e valores.

“Não será uma tarefa fácil. Os resultados não vão brotar do chão como um milagre. Será preciso muito trabalho, resiliência e determinação – qualidades essas que nos mantiveram unidos até aqui e que certamente nos levarão para novas conquistas.

“Gostaríamos de contar com o apoio de todos para o trabalho que agora se inicia e que terá o apoio técnico de profissionais especializados. Vamos em frente com confiança e determinação. Daremos mais notícias nas próximas edições dessa nova newsletter. Até lá!

Kevin Sorger
Presidente da OEBi

5 dicas para ajudar a criança a aprender inglês

Não há dúvida que a melhor fase para se aprender inglês é a infância, pois o cérebro da criança ainda está em desenvolvimento e consegue assimilar o conhecimento de forma mais rápida. Além disso, os pequenos têm mais facilidade para absorver a pronúncia, ao repetir o que ouvem. Sendo assim, o processo de aprendizagem ocorre naturalmente e não existe o risco, como alguns pais ainda imaginam, dos filhos confundirem o ensino da língua materna.

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Primeira infância: por que ela é tão importante?

Primeira infância: por que ela é tão importante?

Começamos este artigo convidando você a assistir um trecho do documentário “O começo da vida”. Um registro emocionante da importância dos primeiros anos de vida de uma criança para o seu desenvolvimento cerebral.

O que chamamos de primeira infância compreende os primeiros seis anos de vida de um ser humano. Essa é também a primeira etapa da educação básica, constituída pela educação infantil, que tem o propósito de desenvolver integralmente a criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social.

A importância dos estímulos na primeira infância está evidenciada por pesquisas recentes da neurociência que comprovam que os bebês aprendem mais nos primeiros três anos de vida do que aprenderão no resto da sua vida. Eles são sensíveis a todas as informações que acontecem ao seu redor e começam muito cedo seu aprendizado sobre o mundo, desde os períodos pré-natal, perinatal (imediatamente antes e após o nascimento) e pós-natal.

Na primeira infância, as respostas são mais rápidas, intensas e duradouras. Isso não significa que o cérebro não responda a estímulos em outros períodos da vida. O desenvolvimento acontece continuamente, em todas as idades, mas são mais lentas e menos intensas e duradouras.

De quais estímulos estamos falando?

Talvez o termo que melhor define esse período de alto desenvolvimento seja plasticidade cerebral. O cérebro ainda está em formação, e os estímulos adequados influem no funcionamento e na sua própria arquitetura. O aprendizado de idiomas é um ótimo exemplo da plasticidade do cérebro na primeira infância.

Como o documentário mostra, os estímulos já começam na barriga da mãe. O afeto e carinho, a música, uma base emocional sólida e um olhar que cuida, mas também educa. Por sinal, um aspecto interessante a notar é que, há até pouco tempo, o verbo para o período de 0 a 3 anos de idade era cuidar. Pelos novos conhecimentos da neurociência, os verbos cuidar e educar devem ser dosados na mesma medida, conforme apresentado também nas Diretrizes do Conselho Nacional de Educação para a primeira infância.

O estímulo na primeira infância tem a função de desenvolver as potencialidades das crianças e é realizado por meio de experiências, que chamamos de brincadeiras, é a construção de conhecimento de forma lúdica.

As crianças são observadoras. Elas têm hipóteses sobre como as coisas acontecem e fazem experimentos para se certificar de que suas hipóteses estão corretas. E a brincadeira exercita a criatividade, estimula a imaginação e permite a expressão dos sentimentos. É por meio do brinquedo, de brincadeiras, de jogos, de exercícios que beneficiaremos o potencial cerebral da criança, e uma criança adequadamente estimulada tem mais capacidade de aprendizagem e facilidade em adaptar-se ao seu meio e de relacionar-se com as outras pessoas.

The new family routine in times of pandemic

Many families are now facing the difficult task of reconciling work routine (for many, at home) with children (also at home!) And taking on the roles of caregiver and educator at the same time, in an integral way. It is, without a doubt, a sudden turn of the route for fathers and mothers, but also for children, who are seeing their day to day turn upside down. Continue reading “The new family routine in times of pandemic” Continue reading “A nova rotina familiar em tempos de pandemia”

School: what to take into account when choosing?

The search for a school requires organization, after all it involves several visits and mobilizes an entire family. This organization can start by creating a list of all the important criteria for those responsible. Continue reading “School: what to take into account when choosing?” Continue reading “Escola: o que levar em conta na hora da escolha?”

Now it's law: socioemotional in schools

By 2020, all Brazilian schools must include socio-emotional skills in their curricula, following the new guidelines of the National Common Curricular Base (BNCC), an official document that guides the curricula of schools in Brazil (public and private schools). Continue reading “Now it's law: socioemotional in schools” Continue reading “Agora é lei: socioemocional nas escolas”

Flexible spaces at school: after all, what does this mean?

Lighting, acoustics, furniture layout, colors, spatial organization… what does all this have to do with education? Finland's super successful educational system, for example, has the mantra: "better architecture contributes to a better school experience". In recent years, the term classroom design has gained strength supported by research that shows the significant impact that the classroom has on children's academic progress. Continue reading “Flexible spaces at school: after all, what does this mean?” Continue reading “Espaços flexíveis na escola: afinal, o que isso significa?”