A geração Alpha compreende as crianças nascidas a partir de 2010. São os filhos de uma outra geração: a dos Millennials. Mas, antes de seguirmos com o que caracteriza a geração Alpha (ou de vidro, por conta das telas dos aparelhos, ou ainda geração IA – Inteligência Artificial), vale uma explicação sobre o conceito de geração.

Em geral, essa palavra se refere a um conjunto de pessoas nascidas em determinada época. Por terem crescido em um mesmo contexto cultural, social e econômico, elas compartilham de muitas características em comum.

Anteriormente, as gerações eram divididas com base em acontecimentos históricos marcantes e costumavam ser recortadas em períodos de 25 anos. Com o avanço da tecnologia, as mudanças passaram a ser mais rápidas e hoje a duração de cada geração é menor.

A geração Y (ou Millennial), que compreende as pessoas nascidas a partir de 1980 até meados de 1990, já trazia um diferencial relevante: ela se desenvolveu numa época de grandes avanços tecnológicos, em ambientes altamente urbanizados e com o nascimento e crescimento do conceito virtual como sistema de interação social. Depois dela, ainda veio a geração Z até chegarmos à Alpha, para quem não há mais diferença entre o digital e o real.

Quem são esses novos alunos?

Os Alphas confiam muito na tecnologia, chegam a se relacionar de maneira emocional com as novidades tecnológicas. O que não é uma surpresa, considerando que desde a primeira infância já interagem com o mundo a partir de ferramentas como smartphones, tablets, assistentes de voz e brinquedos conectados à internet.

Toda essa conexão faz com que a geração Alpha seja bombardeada com estímulos visuais, sonoros e interativos em qualquer lugar e momento. Isso gera uma aceleração no desenvolvimento de certas habilidades, como fazer mais de uma tarefa ao mesmo tempo e estabelecer relações entre diferentes assuntos, mas também pode prejudicar a concentração e a paciência, pois sente grande necessidade de inventar e ser constantemente estimulada.

A questão está posta: você acha que o modelo tradicional de educação, com espaços físicos fixos, o professor à frente da sala apenas transmitindo conteúdo engaja um perfil de criança mais livre, versátil, questionadora e hiperconectada?

Mas nem parece escola!

A discussão sobre a eficiência e eficácia da educação a distância está sendo conduzida para um ângulo controverso, pois a distância e a tecnologia em si não são o problema, mas sim o estímulo. E esse vem sendo o desafio mesmo nas aulas presenciais.

As escolas mais modernas, atentas a esse perfil estimulante do novo aluno, estão mudando. Qualquer ambiente pode virar uma sala de aula. As crianças passam a ter à disposição espaços multifuncionais, multissensoriais, multimodais e altamente criativos e tecnológicos. A dinâmica entre aluno e professor é diferente: há troca, afinal a criança já chega com um repertório rico e questiona. Um alimenta o outro, o professor vira mediador de uma discussão que é profundamente preparada e organizada previamente. Os alunos trabalham por projetos. O conhecimento precisa fazer sentido para ser compreendido.

O que está acontecendo agora, com essa transferência abrupta da escola para os lares das crianças, é um medo e insegurança naturais e compreensivos por parte das famílias. E, diante de tudo o que foi exposto neste texto, compartilhamos algumas dicas muito ricas para lidar com a educação a distância e essa nova geração.

Dicas para lidar com a educação a distância

  • A tecnologia não é inimiga. Pelo contrário, você tem um Alpha em casa! A habilidade da criança de se adaptar a esse momento é muito maior do que pensamos. Ela vai tirar de letra os recursos que estão sendo oferecidos.
  • Amor em primeiro lugar. Se tem uma coisa que não muda nas gerações é a necessidade do ser humano de interação, carinho e diálogo para se desenvolver socioemocionalmente. Ouça atentamente o que a criança tem a dizer, sem julgamentos e críticas.
  • Você não está substituindo o professor. As aulas continuam a ser cuidadosamente pensadas pelo educador. Tudo o que é proposto tem uma finalidade. A diferença é que os estímulos estão sendo variados e intensificados para garantir a atenção do aluno a distância. Pais e mães atuam como intermediadores do processo. E, a qualquer dificuldade, a escola tem de estar disponível para apoiar e orientar.
  • Não são férias. O ambiente familiar muitas vezes é visto como de lazer para as crianças, o que pode dificultar a sua conexão com essa nova realidade. Então, é fundamental que elas entendam que as aulas continuam, só que em um novo ambiente, o de casa.
  • Estímulo é tudo. Lembra quando abordamos os novos espaços físicos nos quais as escolas modernas estão investindo? Então, se tem um lugar que não lembra uma escola tradicional é a sua casa. Diferentes ambientes podem virar espaços de estudo, criando um estímulo extra para a criança.

Lembre-se de que estamos vivenciando uma situação temporária, mas que está servindo de linha divisória para mudanças importantes, significativas e necessárias na educação no mundo todo e particularmente no Brasil.

A educação a distância será a nova realidade? Talvez não, mas um modelo híbrido que oferece outras oportunidades para uma geração que precisa de novidades e estímulos pode estar chegando para ficar.

Escola responsável: Builders Educação Bilíngue

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *